
|
Mande sua sugestão - opinião |
Sua critica - Denúncia - Reclamação AQUI - Nós agradecemos |
Produção de programas: Rede Vale Editora
Editor Responsável: Filipe de Sousa
Formiguinhas do Vale 2005@ todos os direitos reservados
DJALMA CORRÊA: UM MINEIRO BAIANO
Nascido em Ouro Preto, Minas Gerais, no dia 18 de novembro de 1942, Djalma
Novaes Corrêa, que vem de uma família com forte presença da música, passou a
viver e estudar em Belo Horizonte a partir dos 12 anos de idade. Depois de
aprender bateria, formar-se em eletrônica, e participar de alguns grupos
musicais, Djalma viria estudar Percussão e Composição nos Seminários de
Música da Universidade Federal da Bahia, passando a conviver e aprender com
os mestres daquela casa, a exemplo de Walter Smetak, Hans Joachim
Koellreutter, Widmer e muitos outros outros. Além de tocar contrabaixo na
Orquestra Sinfônica da UFBa, conseguiu com a direção dos Seminários uma
sala, localizada no porão do prédio, onde instalou a sua "oficina".
Essa formação, de ambiência mais acadêmica, somada à sua experiência
anterior como músico popular e à que viria desenvolver logo em seguida, com
o grupo dos baianos, fez de Djalma um músico completo. Compartilhou com
Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Tom Zé, Alcyvando
Luz, Fernando Lona e Antonio Renato (Perna Fróes) novas vivências, no
ambiente da cultura musical emergente no início da década de 1960,
participando das sessões do show "Nós, por Exemplo...", como parte das
programações de inauguração do Teatro Vila Velha.
Djalma permaneceria na Bahia, pesquisando, enquanto o núcleo dos componentes
do grupo seguiria, para abrir novos caminhos em São Paulo. As consequências
daquelas performances renderam os melhores resultados possíveis, pois a
maioria deles se tornariam artistas consagrados. Sem esquecer que desse
núcleo é que surgiria o movimento depois batizado de Tropicalismo. Djalma
não é exceção. Mas seu trabalho como pesquisador e compositor ficou mais
subterrâneo, enquanto que futuramente a sua participação como percussionista
se somaria, como elemento essencial, ao sucesso dos demais.
Show "Nós, por Exemplo...", 22 de agosto de 1964
[...] "A primeira escola foi o Seminário de Música, da Universidade Federal
da Bahia, ao lado desse grande Mestre, Koellreutter, Smetak, Widmer, me
ensinou muito. Mas outros mestres, vamos dizer assim da coisa prática, de
meter a mão no couro, aí realmente foram os alabês." [...]
"Nós, por Exemplo" foi o nome do show, o primeiro show que a gente fez na
Bahia, em conjunto. O grupo formado por (quer dizer, não como se fosse um
conjunto vocal ou um grupo, mas um grupo de compositores, cantores e
instrumentistas). Eu acho que o primeiro show que se chamava Nós, Por
Exemplo, contou com as participações de Maria Bethânia, Gal Costa, Gilberto
Gil, Alcyvando Luz, Tom Zé, Perna Fróes e Djalma Corrêa, além de mim. Djalma
Corrêa totalmente, desde o primeiro show" [...]
Nós, Por Exemplo é 1964. Teatro Vila Velha inaugurando.
[...] "Era uma série de espetáculos que inauguravam o teatro Vila Velha.
Othon Bastos, João Augusto, aquela turma toda do teatro da Universidade, que
criou o Grupo de Teatro dos Novos. Todos amigos da gente. Então se pensou
"puxa, show musical"! Que na época não existiam shows musicais assim. E
aconteceu de ter um grupinho, que a gente se encontrava sempre mas sem
nenhuma intenção, nunca houve nenhuma intenção assim de show. Que era Gil,
que tocava sanfona, Caetano, tocando violão, as composiçõesinhas dele
legais, assim as primeiras composições de Caetano.
Gal, que chamava Maria da Graça. A gente se encontrava sempre. Então era
aquela coisa gostosa de tocar e cantar, aquela coisa bem despretensiosa.
Então surgiu uma figura chamada Orlando Sena e disse "Nós vamos organizar
isso e vamos fazer um show". E esse show aconteceu exatamente pra a
inauguração do Teatro Vila Velha (que pegou todo mundo assim de susto, que
ninguém tinha essa intenção de fazer um espetáculo. Foi a primeira vez que
Bethânia pisou num palco. A primeira vez que a gente fez um show, assim
organizado. E eu era baterista. Mas eu tava metido também com composição,
música eletrônica e eu me lembro que nesse show, que era uma coisa assim tão
aberta e eu fiz uma peça de música eletrônica. Chamava "Bossa 2000 D.C."
Bossa 2000 depois de Cristo. Aí então realmente começa uma coisa que também
me pega de surpresa, que foi esse lado da música popular, que eu já tocava
em Belo Horizonte, que era bailes e tal."
"Na Bahia eu continuei, tocando com a Orquestra de Carlos Lacerda. E depois
então eu trabalhei com esse grupo, que foi o "Nós, por Exemplo...". Caetano,
Gil, Bethânia, Gal, Tom Zé, Fernando Lona. E então aí eu comecei a me
dedicar de uma forma assim mais séria até pra isso. E comecei a formar um
grupo, que sempre foi a minha intenção de reunir esses maravilhosos alabês
que eu conheci na Bahia. Foi um trabalho, no início tremendamente difícil,
porque a coisa mais difícil, com um alabê é você dar disciplina a ele. Ele é
indisciplinado por na tureza. Então as pessoas diziam: "Puxa, você vai
trabalhar com Vadinho? É impossível trabalhar com esse cara. Bom, eu
consegui depois de muito tempo, Vadinho fez parte desse grupo. Vadinho,
Dudu. Fui tendo várias formações do Baiafro. Eu lembro de uma das formações
que era Onias Camardelli, Edinho Marundelê, que é um angoleiro maravilhoso.
Depois a segunda formação do Vadinho do Gantois, o irmão dele Dudu do
Gantois também." [...]
Vadinho, célebre Ogã Alabê do terreiro do Gantois
Djalma coletou registros musicológicos, fez a releitura musical dos toques
litúrgicos de feição afro-brasileira, e destacou pela importância do
Batacotô, - um tambor cujo toque é símbolo da luta, tendo sito utilizado na
revolta dos Malês na Bahia e depois proibido. Seu grande acervo documental
incluiu gravações feitas em sessões de terreiros de candomblé, além de
outras comunidades ligadas à cultura africana em todo o Brasil, trabalho que
se ampliaria depois, através da parceria com o produtor Roberto Santana, que
viajou, junto com Djalma, coletando material áudio-visual em diversas
regiões brasileiras, no período de 1973 a 1975.
A formação do Grupo Baiafro será o amadurecimento das idéias de Djalma sobre
a linguagem percussiva afro-brasileira.
A estudiosa Ayeska Paulafreitas, escutando Ildásio Tavares, deixou
registrado em sua monografia sobre o desenvolvimento da chamada Axé Music:
[...] "Outro nome importante nesse forno que cozinhou a música de axé
(Tavares, 2005) foi Djalma Corrêa(*), que contribuiu para a forte presença
da percussão na música baiana das décadas de 60 e 70. Corrêa criou o grupo
Baiafro, que chegou a ter 21 integrantes, inclusive bailarinos, e fez
apresentações no exterior. Realizou experiências com música eletrônica para
bateria e em 1977 lançou pela Phonogram o LP Candomblé, com diversos cantos
de música ritual da nação Ketu. Hoje reconhecido mundialmente, Djalma Corrêa
tem discos-solo gravados e presença nos trabalhos de artistas nacionais e
internacionais."
(*) "Djalma veio de Minas estudar música erudita e começou a tocar e fazer
música sofisticadíssima, eletrônica. Ele rivalizava com Walter Smetak. Os
dois disputam quem era mais maluco. No porão do Seminário de Música tinha a
parafernália de Smetak e a parafernália de Djalma, música eletrônica" [...]
BANDA CAUIM & DJALMA CORREA
"Talvez seja esta a dupla mais separada. Quer em escola, quer em informação:
Banda Cauim é formada por músicos que vieram do início do rock no Brasil e
daí desenvolveram para o Jazz moderno. Djalma Corrêa pertence a uma família
de músicos sinfônicos. Foi essa a sua primeira informação. Até o dia que foi
trabalhar na Sinfônica da Bahia com o Maestro H. J. Koellreutter. Contatos
com o som afro dos Candomblés e afoxés fizeram com que Djalma desse uma
guinada de 180º. Hoje sem dúvida, o percusssionista mais brasileiro dos
brasileiros é muito ligado à música da natureza. Ouçamos a sua faixa de 15
minutos neste álbum. Os extremos se chocam e foi o que aconteceu neste
disco, neste trabalho. A Banda Cauim serviu ao Djalma como Djalma serviu à
Banda Cauim."
Roberto Sant'Ana
"Através da série M. P. B. C. - Música Popular Brasileira Contemporânea, a
Phonogram se propõe a mostrar a gama diversificada de tendências hoje
reveladas na música instrumental feita no Brasil, por profissionais
instrumentistas, compositores e arranjadores, dispostos a encontrar o seu
espaço dentro da música popular brasileira, ampliando o seu campo de ação e
reconhecimento.
Coube à Phonogram criar condições para realização desse projeto, sem
entretanto limitar ou interferir na concepção musical de cada um dos
participantes."
"Agilidade, criatividade e domínio rítmico fazem de Djalma Corrêa um dos
mais vigorosos percussionistas da atualidade. Como bom mineiro, ele vem
trabalhando devagar e sempre, ao longo dos anos, na construção de uma sólida
carreira de instrumentista, baseada em pesquisa, estudo e muita garra.
Djalma é possuidor de instrumentos, incluindo atabaques e tambores de todos
os tipos e tamanhos, flautas de encantadores de serpentes, panelas e
pinicos. Isto sem falar dos instrumentos que ele mesmo inventa e constrói.
A característica mais marcante da Música Popular Brasileira sempre foi a
riqueza rítmica. Injustamente relegada à condição de "cozinha", a percussão
é aqui redimida pelas mãos de Djalma que sabe, como poucos, descobrir na
polirritmia da vida seus silêncios e pulsações. O equilíbrio foi buscar nas
verdes colinas de Ouro Preto, terra natal, onde alternava peraltices com
cânticos de procissões e ensaiava as primeiras notas. Em Belo Horizonte,
aprende bateria e alegra as festinhas da moçada com seus conjuntos de bossa
nova. Aos 17 anos vai estudar Percussão e Composição nos seminários de
Música da Universidade Federal da Bahia.
Aí entra o tempero. Mistura o barroco mineiro ao dendê, pimenta e folhas da
rica culinária baiana e aprofunda o gosto afro-brasileiro. Fica em Salvador
até 76. Nestes 17 anos desenvolve intensas pesquisas nos terreiros de
candomblé, e, de gravador em punho entrevista pais e mães-de-santo, aprende
os toques rituais e surpreende o riquíssimo universo cultural que envolve a
negra Bahia.
Em 64 faz, juntamente com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria
Bethânia, entre outros, o espetáculo "Nós, Por Exemplo", marco inicial na
carreira artístico-musical de cada um. Paralelamente participa de diversos
festivais de música erudita da época com suas composições de música
eletrônica. Faz fotografia e trilhas sonoras para filme e teatro. Em 70 cria
o grupo de música e dança BAIAFRO, com o qual grava um LP lançado no
exterior - "Salomão - The Dave Pike Set and Grupo Baiafro in Bahia"", e faz
tournées e apresentações em todo país, sob o patrocínio do Instituto
Cultural Brasil-Alemanha. Em 75 Djalma participa como convidado especial dos
espetáculos que o guitarrista alemão Volker Kriegel e a Mild Maniac
Orchestra fazem no Brasil. Em 76 reencontra, já no Rio, os quatro baianos e
juntos voltam ao palco no show "Os Doces Bárbaros". Em novembro do mesmo ano
vai com Maria Bethânia à Itália para o espetáculo de reabertura do Teatro
Sistina. Em 77 produz o LP "Candomblé", selo PHILIPS e participa com
Gilberto Gil do Festival de Arte e Cultura Negra, em Lagos, Nigéria, tocando
também com este no "show" e LP "Refavela". Djalma Corrêa é o responsável
pela execução do Projeto PHONOGRAM de Pesquisa e Documentação do Folclore do
Brasil, realizado de 73 a 75, em todo território nacional e que reúne em
fita, filme e fotografia as manifestações mais características de nossa
cultura. Falar em Djalma é falar de um músico múltiplo, sanguíneo, Mago do
Som, "bruxo" da polirritmia criadora e transformadora da raça brasileira."
"HOMENAGEM A UM ÍNDIO CONHECIDO" - evidencia a musicalidade da prosa e canto
de um dialeto do tronco linguístico Gê. A recriação do clima natural é
obtida através de pios, flautas e pequenos tambores nativos. Este índio foi
encontrado há alguns anos atrás nas ruas de Salvador.
"SAMBA DE RODA NA CAPOEIRA" - é uma maneira um pouco mais erudita de cantar
o samba de roda e a capoeira, duas das manifestações populares mais
autênticas da boa terra. Nos versos, uma alusão à repressão policial que a
capoeira sofreu no passado, superada graças à malícia e manha da nossa
gente.
"BAIAFRO" - efetua a transfusão das matrizes africanas ao universo rítmico
brasileiro.
"SAMBA DE OUSADIA" - bate-papo bem humorado entre a cuíca do exímio
instrumentista Neném e o tambor-falante (talking-drum) de Djalma. O diálogo
evolui para um samba quente, daqueles que na Bahia costuma-se chamar "de
ousadia", com todos os ingredientes da sensualidade negra.
"BANJILÓGRAFO" - é uma pequena caixa contendo teclas (semelhantes a uma
máquina de escrever) sobrfe cordas finas. A linha melódica fica por conta do
violão sertanejo de Sodré, baiano natural de Santo Amaro da Purificação.
"OS 4 ELEMENTOS" - trabalho experimental que parte do som natural da
Água/Terra/Ar/Fogo para ubi-lo à cantiga e ao toque ritual do Orixá
correspondente. Como se sabe, as divindades do panteão afro-brasileiro
representam na sua grande maioria, as forças elementares da natureza.
"PIANO DE CUIA" (Kissange) - foi largamente utilizado pelos escravos no
tempo do Brasil Colonial. O piano utilizado nesta gravação foi construído
por Djalma que, nas suas pesquisas, encontrou alguns remanescentes deste
instrumento entre descendentes africanos.
"TUDO MADEIRA" - inclui grande variedade de instrumentos deste material,
entre os quais o balafon, flauta marroquina, cabaças, tambores, blocos e
pulseiras.
"Como músico e estudioso da cultura afro-brasileira, sempre considerei de
fundamental importância a documentação do riquíssimo repertório oral dos
povos de descendência africana no Brasil. Este é o primeiro de uma série de
LPs que mostrará cânticos rituais das diversas nações que aqui chegaram,
provenientes das mais diversas regiões da África. No presente trabalho
reproduzimos elementos do candomblé do grupo Ketu, originário do oeste da
Nigéria, e que, juntamente com outros grupos da cultura iorubá-nagô, tais
como os oyó, egbádo, ijexá e sabê, sobreviveu com uma estrutura própria,
vindo a influenciar - apesar de também assimilar elementos da cultura gêgê (Daomé)
- as outras nações, exercendo um papel de destaque e predominância no
cenário religioso nacional.
Através da preservação de suas tradições sacras, os iorubas conseguiram
sobreviver como cultura viva e dinãmica através destes séculos. O registro é
oportuno, dado às inevitáveis mudanças e transformações ocorridas na
sociedade global.
A festa pública no terreiro inicia-se dentro do barracão com o padê
(despacho para Exu), seguindo-se o xirê, cerimônia que corresponde a um
convite aos orixás (divindades do panteão nagô) para que compareçam
incorporando seus "filhos" (iniciados no culto). A saudação às divindades
obedece a uma hierarquia própria: a abertura pertence a EXU, primeiro orixá
dentro da casa de candomblé, respeitadíssimo por servir como intermediário
entre os deuses e os homens, sendo que sem o seu consentimento nada se
realiza.
Sauda-se Exu dizendo Laroiê! A seguir canta-se para OGUN, orixá patrono do
ferro e das ferramentas, senhor da guerra - Ogunhê! OXOSSI, patrono da caça
e dos caçadores, com Okê Arô! OSSANHA, senhor da vegetação, das ervas e das
folhas, das poções medicinais e rituais - Eu uêu; OBALUAÊ ou OMOLÚ, patrono
das doenças de pele, especialmente a varíola - Atotô!; OXUMARÊ, o arco-íris,
que relaciona os dois elementos-terra e infinito -, cuja saudação é
Orroboboi!; XANGÔ, deus do trovão e do raio, orixá da casa real de Oyó,
Nigéria, símbolo da dinastia - Kawô Kabiesilê!; IANSÃ, deusa dos ventos e
tempestades, patrona soberana dos mortos, saudada por Eparrêi!; OXUM, orixá
da água, da fertilidade e das riquezas - Ora iê iê ô!; NANÃ ou NANÃ BOROCÔ,
a mais velha dos orixás da água e da terra, das fontes, do barro e da
agricultura - Salubá! IEMANJÁ, orixá-mãe, deusa das águas, cuja saudação é
Odoiá!; EUÁ, santa guerreira, uma das mulheres de Xangô, sendo sua saudação
Ri Ró!; OBÁ, terceira mulher de Xangô, guerreira temida, deusa do rio Obá
(África) - Obá xi!; e o último e mais importante orixá do complexo nagô,
OXALÁ, também chamado ORIXALÁ e OBATALÁ, princípio da simbologia do branco,
deus da criação, da justiça e da harmonia, marido de NANÃ e pai de todos os
orixás, cuja saudação é Êpa Babá!
Reza a tradição que seja contado o mínimo de três e o máximo de sete
cantigas para cada divindade. Devido ao espaço decidimos gravar apenas uma
para cada orixá, optando pela smenos conhecidas, ainda inéditas em disco. No
candomblé Ketu usa-se o dialeto iorubá, herdado oralmente, o que poderá
acarretar controvérsias quanto à pronúncia correta. Vale aqui ressaltar o
fato da tradição oral preservar fundamentalmente o som da palavra.
Os instrumentos utilizados são três atabaques de diferentes tamanhos: o RUN
(grande), o RUMPLI (médio) e o LÊ (pequeno), além do GÃ (agogô).
As pessoas que participam desta gravação - alabês (tocadores) e "filhas" de
santo - pertencem às mais tradicionais e respeitadas casas de cultoi afro da
Bahia.
Raízes da musica Brasileira - Origens