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Gazeta Valeparaibana

"Analfabeto não é aquele que não aprendeu a ler. Analfabeto é aquele que aprendeu a

ler e não lê."

Mário Quintana

Onde estamos: São José dos Campos - SP - Brasil

Dia internacional da mulher, Por que comemorar?

 Enquanto seres humanos, somos todos iguais. Mas como pessoas que pertencem ao gênero feminino, sofremos com a discriminação, o preconceito e a desvalorização. Na sociedade moderna, isso está em mudança. Saímos do segundo plano e nossa importância cresce a cada dia. Foram muitas conquistas e lutas para chegarmos até aqui. Cada vez mais assumimos funções importantes, ocupando as universidades e postos de trabalho que antes eram preenchidos apenas por homens. Estamos ganhando espaço na sociedade e assumindo o papel de donas da nossa história. Muito ainda precisa ser feito.

Existe ainda uma desigualdade imensa entre homens e mulheres. Acumulamos várias funções, trabalho fora, e, em casa, mais o papel de mãe, o que nos deixa frequentemente exaustas. Essa desigualdade vem de anos de uma sociedade que não valorizava a mulher, anos de uma sociedade patriarcal, que nos tratava como seres inferiores. Existíamos para ter filhos e servir ao homem. Criadas para sermos donas de casa e mãe. Assim era muito mais fácil ter o controle e sermos manipuladas. Enquanto isso o papel do homem era o de provedor e chefe de família. Há muito sabemos que os gêneros (masculino e feminino), são construções sociais que definiram a existência de um papel que cabe ao homem, e um papel que é da mulher. O papel da mulher está mudando, a mulher contemporânea não aceita ser subjugada, nem ficar a espera de nada, ela vai à luta, atrás daquilo que é seu direito.

Houve um processo de desvalorização social da mulher que perdurou por muitos anos. As mudanças em relação ao nosso lugar na sociedade começaram a se intensificar a partir dos movimentos feministas nos anos 70. A inserção das mulheres no mercado de trabalho, nas universidades, na política, e na sociedade como um todo, aconteceu de forma lenta e gradual. Podemos dizer que em termos de poder, existe uma desigualdade muito grande entre homem e mulher, com a mulher em desvantagem ainda.

Existe um dia em que se comemora o dia internacional da mulher. Data comemorada no mundo todo, o dia 08 de março, data que foi criada pela ONU em 1975, e que não foi criada pelo comércio, suas origens tem raiz trabalhista. As condições em que as mulheres trabalhavam eram desumanas, com jornadas de trabalho estafantes e praticamente nenhum direito. Apesar de todas as lutas e conquistas a desigualdade de gênero ainda persiste. A diferença salarial por questão de gênero persiste. A violência contra a mulher é alarmante, o feminicídio, a questão do aborto, são muitas reivindicações e lutas por realizar, mas é importante termos um dia para protestar, fazer atos públicos e manifestações para mostrar nossa insatisfação.

O avanço que tivemos nos permite cada vez mais sermos donas da nossa vida. A família moderna pede divisão de tarefas, compartilhamento no zelo com os filhos, parceria, homem e mulher lado a lado. O desafio aqui é quebrar as regras desse jogo de poder que nos desfavorece, romper os limites de sexo, de gênero, classe social, raça, fazermos nossas escolhas, nos posicionarmos no mundo, na vida por nós mesmas.

O dia internacional da mulher é importante para que nos conscientizemos que as desigualdades ainda existem em todas as sociedades, e é por isso que devemos lutar, por todas! Essa data nos faz refletir sobre o caminho percorrido até aqui, o quanto ainda temos que percorrer, é uma afirmação de que estamos aqui, e de que precisamos nos manter firmes para novas conquistas. Comemorar essa data reforça e lembra a todos que a busca pela igualdade de direitos continua.

 O que queremos é uma sociedade mais justa e igualitária que garanta a todos, igualdade e oportunidade, independente do gênero, da cor, da raça.

 

Mariene Hildebrando

Especialista em Direitos Humanos

e-mail: marihfreitas@hotmail.com

 

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