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Caixa de texto: Artesanatos
 Trançados
 
A cestaria no Litoral Norte, com a utilização de cipós encontrados facilmente nos remanescentes da Mata Atlântica, em especial o timbopeva, o imbé e a taquara, é desde os primórdios da colonização uma arte tradicional e que tem contribuído ao longo do tempo para a subsistência de populações ribeirinhas e de aldeias indígenas remanescentes. Com estas fibras naturais, faz-se quase de tudo, em parte para atender às necessidades das lidas diárias na casa e na pesca (cestos, balaios, apás, covos, jacás, etc.). A finura da trama e a beleza das rendas, têm vindo a despertar bastante interesse dos turistas em festas e eventos específicos o que tem contribuído para o aumento da renda familiar de muitas famílias.
Ocorrências: Cananéia, Caraguatatuba, Iguape, Ilha Bela, Monteiro Lobato, Ubatuba.
 
Cerâmicas
 
Figuras
Quem percorre a Rodovia Eurico Gaspar Dutra (Via Dutra), no trecho do Vale do Paraíba Paulista, não pode imaginar que aqui persiste uma arte milenar; o artesanato em barro cru. Muitos artesãos produzem obras de grande beleza plástica, evoluindo da cerâmica utilitária para a cerâmica figurativa. 
A presença de grande quantidade de argila nas margens dos rios que compõem a bacia hidrográfica da região, propiciou o desenvolvimento desta arte. Os atuais artesãos já profissionalizados, dão preferência à argila encontrada nas camadas mais profundas do solo, que apresentam um maior grau de pureza. O Material é colhido na margem dos rios, é depois macetado com o auxilio de uma "mão de pilão", até atingir uma textura aveludada, que irá favorecer a execução de um melhor trabalho.
No Vale do Paraíba Paulista podemos encontrar dois tipos de artesanato cerâmico: o utilitário e o figurativo.
O primeiro, cuja origem está ligada à prática sivícola de usar o barro na confecção de potes, vasos, ânforas, panelas e outros utensílios domésticos, é uma prática antiga que encontra vestígios em quase todo o Cone Leste Paulista, no entanto, no Vale do Paraíba esta arte se encontra restrita à cidade de Cunha, onde duas ceramistas ainda insistem nesta tradição.
A cerâmica figurativa ou de figuras, porém, ainda é encontrada em muitas cidades do Vale do Paraíba Paulista.
Acredita-se que nasceu em Taubaté, e que seu inicio se deu, com a confecção de figuras que compõem o "Presépio Natalino". Conta a história que, tudo começou com os frades do "Convento Santa Clara" de Taubaté. 
Conta-se que os frades resolveram montar um presépio com peças lindíssimas vindas da Itália. As pessoas que moravam no Bairro de Itapecerica já conheciam a argila do Rio Itaim, que usavam para a confecção de alguns utensílios domésticos. 
Começaram então, a trabalhar esta argila, copiando santos do presépio do convento e a montá-lo em suas casas, presenteavam amigos e visinhos e ficaram conhecidos como santeiros. Com a boa aceitação por parte do público logo a atividade foi-se difundindo, pessoas ensinando pessoas a arte de fazer figuras do presépio. Gerações foram-se sucedendo e a arte por elas sendo sempre retransmitida. Pessoas que não conseguiam fazer as figuras dos santos ou que então tinham mais facilidade com animais, passaram a fazer os cordeirinhos, raposinhos, burros, vacas e o "galinho do céu" (pavão). Estas pessoas passaram a ser chamadas de figureiros e com o passar dos tempos, a maioria daqueles que tinham uma certa dificuldade de fazer as figuras de santos, foram-se aperfeiçoando e passaram então, além dos animais a fazer os santos. 
Hoje, o numero de figureiros já é maior que o de santeiros, predominou a palavra folclórica "Santeiros", que não existe em nenhum dicionário da língua portuguesa. 
 
Utilitária
No Estado de São Paulo (Apiaí, Barra do Turvo, Itaoca, Itapeva, Itararé, Ribeirão Grande e Riversul), e no Litoral Norte Paulista (Ubatuba) são conhecidas louças produzidas a partir do barro, com peculiaridades regionais, mas que em seu conjunto, ainda que trabalhadas por mãos diferentes, conservam semelhanças entre si, traços que os aproximam de suas originais matrizes indígenas. 
De forma especial a louça preta cerâmica, também conhecida como louça preta. São potes, panelas, torradeiras e cuscuzeiros, modelados de forma característica que, depois de secos ao sol, são queimados em fornos ou fogueiras, banhados com o liquido obtido do cozimento da entrecasca de nhatirão, tornando-os pretos e impermeáveis.